
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Neste mês de janeiro de 2009, a Declaração dos Direitos Humanos faz 60 anos.
No Brasil, a miséria, pobreza e falta de bens de primeira necessidade, como água e moradia são a realidade de uma boa parte da nossa população. Para essas pessoas, os direitos iguais para todos, direito à liberdade, saúde, segurança pessoal, entre outros previstos na Declaração dos Direitos Humanos, não existe. Sem contar com aqueles brasileiros que são submetidos à escravidão e tortura. Lembrando que as situações de menosprezo à raça humana e a desvalorização dos direitos básicos de cada um são práticas recorrentes não só no Brasil, mas em outras partes do mundo.
Um aniversário de 60 anos com tanto ainda a ser feito para se alcançar os direitos humano declarados no documento é motivo de reflexão para todo aquele que se importa com o direito básico de cada um ser vivo. Mas, no fundo, a promessa de plena vigência dos direitos humanos só pode ser cumprida por meio do desenvolvimento de uma rica espiritualidade arraigada no respeito pelas vidas dos demais e em uma sincera preocupação com o ambiente natural.
Rosa Parks, a mãe dos direitos humanos nos Estados Unidos, falou uma vez sobre o conselho que recebeu de sua mãe. “Ela me ensinou o valor do auto-respeito. Também me disse que não há lei que diga que as pessoas devem sofrer”. Parks destacou que é importante não apenas respeitar os demais, mas também ser o tipo de pessoa que os outros respeitem.
Contribuir com os demais, trabalhar pelo bem de outros, não é uma questão de dever. Tampouco uma simples questão de moralidade. É o ponto mais alto de nossas vidas como seres humanos.