A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, aprovou a Agenda 21 – documento que estabelece um pacto pela mudança do padrão de desenvolvimento global para o século XXI, na forma de compromissos que expressam o desejo de mudança das nações do atual modelo de civilização para outro em que predomine o equilíbrio ambiental e a justiça social.
Com a Agenda 21 consolida-se a noção de indissociabilidade entre desenvolvimento e conservação do meio ambiente, que leve à mudança do padrão de crescimento econômico e, portanto, torne possível a idéia do direito ao desenvolvimento, especialmente para os países mais pobres e do direito à condições ambientais adequadas para as futuras gerações.
Ok, ok. Acho que muita coisa deve estar sendo feita no Brasil para atingir as metas propostas na Agenda 21. Mas ver um dos países que assinou esse documento deixar que alguns pontos do Brasil sofram com inundações e secas é um descaso profundo com o significado da Agenda 21.
Hoje, além da crise ambiental, vivemos também uma crise econômica mundial que diminuiu as iniciativas desenvolvimentistas. Ou seja, a indissociabilidade entre desenvolvimento e conservação ambiental proposta pela Agenda 21 parece não ter acontecido.
Faz mais de dez anos que a Agenda21 foi assinada no Rio de Janeiro. Mas a situação em que o mundo se encontra hoje, tendo passado por várias catástrofes ambientais e matado milhares de pessoas me deixa bem preocupada. Acho que muito mais do que um compromisso de proteção socioambiental, o que parece é que o Brasil assinou um tratado com a loucura e o desrespeito à sua população. Pois ter deixado o país chegar ao transtorno ambiental e social é coisa de maluco.