Ontem o mundo assistiu a um dia histórico de eleições americanas. Uma eleição com candidatos de discursos extremamente opostos. Barak Hussein Obama, democrata mulato, de pai africano e mãe americana, e seu oponente, John McCain, republicano branco, ex-combatente de família militar assistiram à população americana votar em massa, com a menor taxa de abstenção de votos da história dos EUA, onde o voto é facultativo. Obama despontou na frente logo no início das apurações, deixando horrorizados os fundamentalistas republicanos do Centro-Oeste americano e acabou sendo eleito presidente da maior nação do mundo. O primeiro presidente negro dos EUA assumirá o cargo em 29 de janeiro de 2009.
O que isso tem a ver com sustentabilidade?
Ora, uma população de maioria essencialmente tradicional nas suas convicções, preconceituosa no que diz respeito a cor, credo, ou opção sexual, que apoiou, na sua maioria, as guerras feitas e fomentadas por Bush, elegeu um presidente com discurso um pouco mais liberal que o anterior, com intenções de incluir políticas de proteção ambiental no seu plano de governo e respeitar as pessoas e suas diferenças, tornando-as equivalentes em seus valores. Ou seja, a população mostrou que gostaria de mudra a situação, escolhendo um homem que defende um governo de equilíbrio ambiental, igualdade social e equilíbrio econômico, os três pilares da sustentabilidade, para ser gerente do seu país.
Não podemos ter certeza de que Obama vai cumprir com as promessas no seu governo. Mas uma coisa não há dúvidas, que a percepção dos americanos por uma outra opção de viver, que não o “american way of life”, com mais respeito ao outro e ao ambiente, é da maioria agora. Os princípios da sustentabilidade estão vencendo o tradicionalismo norte americano e ganhando os EUA. Que continue assim!
Hoje, o mundo acordou lembrando do dicurso de Matin Luther King, “I have a dream”, de 1963, quando discursava em prol dos direitos humanos nos EUA e da igualdade entre as pessoas. Obama clama pelos direitos iguais e clamamos para que ele realmente busque este respeito entre os povos nas suas políticas interna e externa, durante os próximos 4 anos de mandato na administração dos EUA. E, assim, mude os rumos desta nação.
É isso aí, Joanna. A vitória de Obama foi mesmo um momento “I Have a Dream”. Agora é torcer para que os sonhos dos eleitores americanos (e os nossos) se realizem no decorrer dos próximos quatro (ou quem sabe oito) anos de Governo Obama.
Parabéns pelos seus textos! Gostei muito.