Apenas 17% do público aparece como comprometido com a causa do meio ambiente. Seis em cada dez jovens das classes de A a C não sabem definir sustentabilidade.
A MTV Brasil lotou um dos grandes teatro de São Paulo na manhã desta terça-feira, 9, para apresentação ao mercado da quarta edição de seu estudo Dossiê Universo Jovem, já antecipado por M&M Online (leia aqui). O estudo foi feito com jovens das classes de A a C, de 12 a 30 anos, e realizado pelo Datafolha (fase quantitativa, com 2,5 mil entrevistas) e AArtedaMarca (fase qualitativa, coordenação e análise geral), em nove mercados, entre abril e maio deste ano.
O meio ambiente foi um dos temas abordados pelo estudo – entre vários tantos outros aspectos da vida e hábitos dos jovens, enumerados no Dossiê -, e a sustentabilidade foi escolhida como assunto para o filme de 50 minutos montado a partir de entrevistas e exibido no evento da MTV Brasil. Após a exibição, o escritor, professor, filósofo e palestrante Mário Sergio Cortella fez uma análise do comportamento do jovem e apontou aspectos para os quais tanto os pais quanto os profissionais de comunicação de um modo geral devem estar atentos ao lidar com este público.
Sobre a questão do meio ambiente, o levantamento mostrou que seis entre cada dez jovens não sabem dizer o que é sustentabilidade. Ainda, identificou diferentes perfis quanto à maneira de o jovem encarar o seu papel diante da urgência da preservação. Chama a atenção a imensa parcela deste público que não está assim tão engajada quanto ao papel importante que cada um tem para a preservação do planeta. Os perfis identificados entre os entrevistados dividem-se entre eco-alienados, intuitivos, refratários, teóricos e comprometidos – este último grupo, consciente e que admite fazer o que está a seu alcance, abrange somente 17% do público. Ou seja, conforme lembrou Cortella em sua dissertação, há necessidade de se refazer o trabalho de conscientização na mídia. “É preciso criar desejo pela causa; precisamos querer que tudo isso seja querido”, disse , pois há na chamada nova geração toda uma falta de preocupação com as gerações futuras. “O trabalho do Dossiê é nos fazer pensar”, afirmou o escritor.
De acordo com José Wilson Fonseca, diretor superintentdente da MTV, o conceito de sustentabilidade já permeia toda a programação da emissora, e a tendência é que esta presença se amplie mais ainda a partir de agora.
Fonte: M&M On line
Fonte: M&M On line

Meu prezado amigo Guilherme,
É preocupante o resultado desta pesquisa… Nas minhas andanças e estudos percebi consenso entre os que discutem o tema acerca da importância do papel das lideranças da próxima geração. O que esta pesquisa nos mostra é que nossos jovens ainda não estão suficientemente preparados para os desafios que estão por vir.
É importante ressaltar que não estou falando daquela chatice de escovar os dentes com a torneira fechada ou desligar os interruptores de ambientes vazios. Estou falando das decisões que esta geração terá de tomar em seus ambientes de trabalho, das novas formas de organização social que terão que propor e viver, das soluções que terão que criar para as restrições vindouras.
Acho que qualquer processo de sensibilização e mobilização de pessoas entorno de temas como esse é mesmo lento e gradual e, de certa forma, esse resultado não me surpreende. Só que dessa vez, talvez não tenhamos tempo para isso. A transformação é urgente. Acredito que a solução esteja na formação destes jovens. Escolas, faculdades e instituições de formação em geral precisam incluir o assunto em suas pautas, e o levar a sério. É necessário promover interação e discussão entre públicos de classes sociais, origens e gêneros diferentes.
Salve o IniciativaJovem!!