“O novo desafio é educar e inovar na sustentabilidade e nossa proposta é mudar a forma da educação nos negócios”, afirmou Rodrigo da Rocha Loures, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), durante reunião preparatória para o Call For Action (Chamada para a Ação), realizada em São Paulo na quinta-feira (20/8).O encontro deu continuidade ao Global Fórum América Latina que ocorreu em junho, em Curitiba, e reuniu mais de 1,3 mil empresários, representantes da academia, do setor público e da sociedade civil para repensar o papel dos negócios, com foco na sustentabilidade. Curitiba foi sede do primeiro Call For Action, realizado nos dias 29 e 30 de julho. 20 iniciativas de ação concreta que aliam educação, negócios e sustentabilidade surgiram como resultado. A edição paulista está agendada para os dias 20 e 21 de novembro.
“Esses encontros tendem a pautar ações com foco na sustentabilidade no que diz respeito às entidades de ensino superior”, disse o presidente da Fiep. Durante o Global Forum, o presidente da Capes-Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, Jorge Guimarães, anunciou que todos os cursos deverão incluir a sustentabilidade em seu conteúdo.
Na visão de Rocha Loures, a sustentabilidade não é um desafio tecnológico e econômico, mas sim cultural. “Por isso, a intenção desses encontros é compartilhar as 78 proposições elaboradas em Curitiba, validá-las e acrescentar novas propostas. Assim, vamos crescendo, ampliando e aprofundando a proposta de mudança cultural que, eu sei, é um tanto ambiciosa”, afirmou o presidente da Fiep.
Sustentabilidade, a oportunidade de negócios do século XXI
O especialista em comportamento organizacional da Case Western University, da Weatherhead School of Management, David Cooperrider, participou da reunião preparatória e falou a empresários, representantes de instituições financeiras e acadêmicos. Segundo ele, “a sustentabilidade é a oportunidade de negócios do século XXI”.
Este é, segundo Cooperrider, o momento certo para as faculdades desempenharem seu papel e reverem seus currículos, inserindo questões sociais e ambientais nas discussões. O especialista afirma que as instituições são catalisadoras da transformação e indutoras de mudanças. “Quem está estudando tem sorte de poder viver um momento tão oportuno. As lideranças devem alinhar esforços e tornar as fraquezas irrelevantes. Focar no ponto forte da instituição é a base para a liderança que fará a diferença. Elevar os pontos fortes individuais e criar uma onda de energia que leva todos a prestarem atenção nisso”, afirmou.
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(Fonte: Mercado Ético)